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Deputada Ione Pinheiro solicita que o Iepha realize estudo para classificar o Carnaval a Cavalo de Bonfim como patrimônio imaterial de Minas

Deputada Ione Pinheiro solicita que o Iepha realize estudo para classificar o Carnaval a Cavalo de Bonfim como patrimônio imaterial de Minas Foto: Sarah Torres/ALMG

O Carnaval a Cavalo, realizado desde o século XIX na cidade mineira de Bonfim, Região Central de Minas Gerais, é uma das festas mais tradicionais do estado. Anunciado por foguetes e ao som de marchinhas, o desfile de cavaleiros, amazonas e cavalos, na principal praça da cidade, encanta pela quantidade de detalhes nas fantasias de veludo bordadas à mão. Tanta riqueza cultural motivou a deputada estadual Ione Pinheiro (DEM) a apresentar um requerimento solicitando que o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) realize um estudo com o objetivo de registrar o Carnaval a Cavalo do Município de Bonfim como patrimônio cultural imaterial do Estado de Minas Gerais.

Há 175 anos, o Carnaval a Cavalo encanta os foliões da cidade de aproximadamente 6 mil habitantes que, em dias de festa, chega a receber mais de 10 mil pessoas. Por três dias, as tropas cavalgam pelas pacatas ladeiras do município até reunirem-se na Praça da Matriz, onde devem convencer os foliões a participar dos festejos apresentando destreza no trote dos cavalos e arremessando confetes e serpentinas.

A história do Carnaval a Cavalo em Bonfim inicia-se com um padre português chamado Chiquinho. Inicialmente, a ideia do pároco era organizar uma festa religiosa que representasse a Guerra Santa entre mouros e cristãos, durante a Idade Média, pela conquista dos territórios onde hoje são Portugal e Espanha. Porém, um novo bispo recém-chegado à cidade proibiu o festejo. Revoltados com a decisão, os foliões decidiram realizar a celebração em uma data não religiosa e promover a substituição de objetos de guerra (canhões, espadas e bombas) por objetos festivos (banda de música, serpentina e chocalhos).

Caso o Iepha acate o pedido da deputada estadual Ione Pinheiro, o Carnaval a Cavalo de Bonfim, após ser devidamente documentado e estudado, poderá tornar-se patrimônio imaterial de Minas Gerais. Desse modo, o Estado fica responsável por subsidiar políticas de reconhecimento e apoio adequados ao Carnaval a Cavalo.