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Deputada Ione Pinheiro propõe debate na Assembleia sobre recém-nascidos que são tirados de mães usuárias de crack

Com medo de perder a guarda dos filhos, mães evitam fazer o pré-natal e realizar o parto em maternidades públicas; Ministério Público recomenda que bebês sejam encaminhados à adoção Com medo de perder a guarda dos filhos, mães evitam fazer o pré-natal e realizar o parto em maternidades públicas; Ministério Público recomenda que bebês sejam encaminhados à adoção Foto: Alexandre Almeida/Assessoria

A situação de mães usuárias de crack será discutida em reunião conjunta das comissões Extraordinária das Mulheres e de Prevenção e Combate ao Uso de Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A convocação da reunião é fruto de um requerimento da deputada estadual Ione Pinheiro (DEM), aprovado na manhã do dia 9 abril, quinta-feira, durante reunião da Comissão Extraordinária das Mulheres. A parlamentar Ione Pinheiro quer mais explicações acerca da recomendação do Ministério Público (MP) que responsabiliza as maternidades públicas a comunicar o nascimento de filhos cujas mães são usuárias de crack para que os bebês sejam encaminhados à adoção.

A justificativa apresentada pela deputada Ione Pinheiro para a solicitação da reunião é que, com a determinação do MP, muitas mães usuárias de drogas estão deixando de ter seus filhos em hospitais da rede pública ou evitando realizar o pré-natal, com medo de que os bebês sejam retirados de sua guarda. A parlamentar mineira comentou a aprovação do requerimento e questionou se tirar a guarda da criança irá ajudá-la a recuperar-se do vício. “Estou contente pela aprovação do requerimento para discutirmos a situação de mães usuárias de crack. É preciso discutir e aprofundar nesse tema para saber, principalmente, se a retirada da criança pode gerar depressão nessa mãe, motivando-a a continuar usando crack e outras drogas”, expôs Ione.