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Depois de votar contra, Ione abre mão do auxílio-moradia

Depois de votar contra, Ione abre mão do auxílio-moradia Foto: Regina Duarte/ Asscom

Deputada Ione Pinheiro repetiu postura adotada no primeiro turno e votou contra o retorno do benefício no segundo turno

            A deputada estadual Ione Pinheiro (DEM), que já havia votado contra o retorno do auxílio-moradia em primeiro turno, no dia 5 de fevereiro, repetiu seu posicionamento e se opôs novamente à volta do benefício, desta vez em segundo turno de votação, realizado nesta terça, dia 10 de fevereiro. A regalia garante aos 77 deputados, inclusive os que possuem imóvel em Belo Horizonte (sede do Legislativo mineiro) ou na Região Metropolitana, a verba adicional de R$2.850,00 ao salário de R$ 25.322.25. Ione Pinheiro faz parte de um restrito grupo de parlamentares que compareceram ao Plenário nos dois turnos de votação para votarem contra a matéria por duas oportunidades. Além dela, há somente outros 3 deputados.

            Após ter participado da votação, Ione Pinheiro encaminhou ao diretor-geral-adjunto da Assembleia, Evamar José dos Santos, o ofício de recusa do benefício. Em sua página oficial no Facebook, Ione repudiou o resultado da votação e considerou que seu voto foi em consonância com os anseios dos mineiros. “Dever cumprido! Votei contra o retorno do auxílio-moradia nos dois turnos e recusei o benefício. O meu voto foi pelo povo! Porém, mesmo com a pressão popular, a volta do benefício que irá onerar os cofres públicos foi aprovada. Não vamos nos deixar abater. A luta por uma Minas mais justa, mais solidária e mais igualitária continua!”, considerou Ione.

            O projeto que seguiu em tramitação relâmpago teve, no segundo turno de votação, 36 deputados que votaram pela extensão do benefício, 22 que votaram contra, 11 que se abstiveram e 9 que não registraram presença. No primeiro turno, 40 foram a favor do auxílio moradia e apenas quatro foram contrários. Com a aprovação da matéria, os cofres públicos sofrerão impacto de R$ 10,5 milhões até 2018, quando se encerra a atual legislatura. Na legislatura passada que teve Dinis Pinheiro como presidente da Casa, o Legislativo Mineiro conseguiu economizar mais de R$ 2 milhões.