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Deputada Ione Pinheiro se opõe à volta do auxílio-moradia

Deputada Ione Pinheiro se opõe à volta do auxílio-moradia Foto: Willian Dias/ ALMG

Benefício cortado por Dinis Pinheiro quando presidente da Assembleia é aprovado em primeiro turno e pode entrar em vigor já na próxima semana

Em votação realizada na última quinta-feira, dia 5 de fevereiro, o auxílio-moradia aos deputados estaduais que residem ou possuem imóveis em Belo Horizonte foi aprovado em 1º turno por 40 votos a 4. Recém-chegada à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a deputada estadual Ione Pinheiro (DEM) se opôs à volta do benefício, sendo uma das poucas parlamentares a votar contra a volta da regalia. Caso já esteja na pauta, o auxílio-moradia pode ser votado já na próxima terça-feira, dia 10 de fevereiro.

Em sua página no Facebook, Ione Pinheiro manifestou sua indignação com o retorno do auxílio-moradia. “Mesmo contra o meu voto e contra a minha vontade, infelizmente, o pagamento desse adicional para os deputados foi votado e aprovado. A meu ver isso é um grande retrocesso, pois o não pagamento dessa despesa estava gerando uma economia significativa para os cofres públicos”, avaliou Ione.

A parlamentar mineira empossada há menos de uma semana ainda declarou que cumprirá seu papel de fiscalizar os gastos públicos. “Vou continuar de olho, trabalhando sempre contra o desperdício dos gastos do poder público. Vou continuar lutando para que o povo de Minas possa contar com mais recursos para as políticas sociais de que tanto precisa”, declarou Ione.

O auxílio-moradia havia sido extinto em 2013 quando o então presidente da Assembleia de Minas, Dinis Pinheiro (PP), irmão de Ione Pinheiro, liderou a discussão e aprovou uma série de medidas de austeridade no Parlamento mineiro, denominado “Pacote Ético”. Entre as medidas se encontram, além da extinção do auxílio-moradia, o fim do pagamento do 14º e 15º salários, o fim do pagamento por sessões extraordinárias e o fim do voto secreto.

O benefício dá direito a uma verba extra aos deputados estaduais de R$ 2.850 por mês para que eles possam custear seus aluguéis em Belo Horizonte, onde está localizada a sede do Legislativo Mineiro. A polêmica, no entanto, está no fato de que essa verba extra será paga também aos deputados que já possuem imóvel na capital e teoricamente não necessitam do privilégio. Caso o projeto seja aprovado em 2º turno, os cofres públicos sofrerão impacto de R$ 10,5 milhões até 2018, quando se encerra a atual legislatura. Na legislatura passada que teve Dinis Pinheiro como presidente da Casa, o Legislativo Mineiro conseguiu economizar mais de R$ 2 milhões.