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Nota de repúdio ao crime em Ponte Nova contra uma grávida

O crime cometido no início desta semana, em Ponte Nova, na Região da Zona da Mata mineira, contra Patrícia Xavier da Silva, de 21 anos, grávida de nove meses, que teve o filho retirado pela suspeita Gilmária Silva - que já confessou o assassinato aos policiais -, foi destaque nos principais noticiários de Minas Gerais e do Brasil. As últimas informações por parte da imprensa dão conta que a suspeita cometeu o crime para acobertar uma falsa gravidez. Gilmária confessou que inventou uma gravidez para o marido e estava com medo de ele a abandonar caso não aparecesse com uma criança. A reconstituição do crime já foi efetuada e foi constatado que Gilmária acertou a cabeça da vítima com um pedaço de madeira e retirou o bebê da barriga da mãe com uma lâmina de barbear. Logo após, enrolou a criança recém-nascida em panos e foi para casa, onde simulou o parto, sendo encaminhada para o hospital pelo Corpo de Bombeiros.  

Particularmente, fiquei chocada com o caso. E acredito que, assim como eu, tantos outros ficaram consternados. Com as investigações já caminhando para seu encarramento, resta-nos agradecer a Deus por preservar a vida do bebê, bem como orar pela família tanto da vítima quanto da principal suspeita, para que Deus possa confortar esses corações, evitando mais tragédias. Como membro efetiva da Comissão Extraordinária das Mulheres na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, penso também ser importante refletir sobre a vulnerabilidade da mulher em crimes bárbaros e motivados por questões emocionais.